Caminhos Singelos | Capítulo 21

Thiago aproximou seu rosto do de Marina e pouco a pouco seus lábios foram se encostando.

Pedro – Quem é esse safado?

Miguel – É o futuro dela.

Pedro – Eu tenho que fazer alguma coisa!

Miguel – Já vi que estava errado, você não está preparado para isto.

Pedro – Eu não consigo acreditar, instantes atrás ela estava chorando por mim e agora se agarra com ele!?

Miguel – Pedro, você nunca vai deixar de ser especial para ela, porém este homem, Thiago, é que foi escalado pelo destino para viver ao lado dela.

Pedro – E eu?

Miguel – Quem sabe em outras vidas… mas agora temos que ir embora.

Pedro – Leve-me logo daqui.

 

O beijo acabou. Eles ficaram se olhando um pouco tontos até se recuperarem.

Thiago – Desculpe, eu não deveria, mas… eu só…

Marina – Não precisa explicar, não vai acontecer de novo. Você é casado, eu não estou livre.

Thiago – Eu não queria te deixar assim, mas preciso procurar minha esposa…

Marina E eu minha irmã.

Thiago – Me dá seu telefone? Eu venho sempre a Recife, talvez devêssemos ser amigos.

Marina – Sim, amigos.

Ela ditou o número do seu celular e ele a deu um cartão com seus contatos.

Thiago – Até a vista.

Marina – Até.

 

 

 

Clarisse e Marcelo entraram no W.C. Família e trancaram a porta. Começaram a se agarrar no mármore da pia. Marcelo tirou a blusa de Clarisse. O celular tocou.

Clarisse – Droga, é o meu celular.

Ela pegou o aparelho e olhou o identificador.

Clarisse – Para, para. É o meu marido.

Marcelo – Ah…

Clarisse – Oi, meu amor.

Thiago – Eaí, Clarisse? Achou o joguinho?

Clarisse – Não, acho melhor a gente procurar em João Pessoa mesmo.

Thiago – Nos encontramos no carro?

Clarisse Sim, estou indo ao estacionamento AGORA.

Thiago – Eu também, beijo.

Clarisse – Tchau, te amo.

Thiago desligou o telefone sem responder.

Marcelo – Não vá agora.

Clarisse – Tenho que ir, tchau.

Clarisse deu um beijo no amante e foi embora.

 

Maysa e Otávio estavam no colégio, a um banco reservado, lanchando.

Maysa – Brigada por me defender naquela hora.

Otávio – Eu não fiz mais do que minha obrigação, você é minha amiga.

Maysa – Só amiga?

Otávio – Só. Nós somos crianças ainda.

Maysa – É só que…

Otávio – O quê?

Maysa – Nada, nós somos amigos mesmo. É muita bobagem daquela gente dizer que a gente tá namorando.

Otávio – É, bobagem.

Os dois abaixaram a cabeça, o beijo na testa, o abraço, o selinho, os gritos dos colegas, tudo conspirava para que ficassem juntos.

 

Creusa estava em sua casa, rezando pela filha que ainda estava no hospital.

Creusa – Ah, minha santa, por favor, interceda na vida da minha filha. Ela precisa se recuperar. Quer saber, eu vou fazer uma visitinha relâmpago para ela.

Ela fez o sinal da cruz, pegou a bolsa e chamou um táxi para ir ao hospital. Chegando lá foi fazer o cadastro na recepção e recebeu a noticia.

Recepcionista – A paciente foi liberada mais cedo, senhora.

Creusa – Como assim liberada? Isso é impossível. Ela teria me chama para leva-la até minha casa onde poderei cuidar dela.

Recepcionista – Sinto muito, senhora, mas ela não está mais aqui.

Creusa – Foi a ratazana da Andressa colocando caraminholas na cabeça dela, eu vou tirar satisfação desta história agora.

 

Thiago e Clarisse chegaram em casa e se depararam com Carolina e Rodrigo assistindo a televisão no sofá.

Clarisse – Rodrigo!

Rodrigo – Mana!

Clarisse – Como é que você vem sem avisar, eu teria adiado a viagem a Recife.

Rodrigo – O Thiago sabia.

Thiago – Ah, foi mesmo, mas ele tinha me contado há tanto tempo que havia esquecido.

Rodrigo – E aí, cunhadão?

Thiago – Beleza?

Clarisse – Família reunida, vou mandar a empregada fazer uma almoço especial. Carol pode pegar o Tavinho no colégio?

Carolina – Claro.

Rodrigo – Eu vou também, to com saudades do moleque.

Thiago – Vou tomar uma ducha, lavar essa perna logo.

Clarisse – To indo falar com a Alcione.

 

Clarisse foi para a cozinha e lá estava Alcione, lavando as louças com um fone de ouvido.

Clarisse – Dragão!

A empregada não ouviu. Clarisse tirou os fones de ouvido da orelha dela.

Alcione – Que foi, dona Clarisse?

Clarisse – Da próxima vez que não me ouvir por que está escutando essas porcarias eu arranco essa tua orelha.

Alcione – E eu conto ao seu Thiago que você bate no próprio papaizinho.

Clarisse – Não faz mal, eu arranco a língua para não falar, a mão para não escrever e até o cérebro se preciso for esquecer.

Alcione – Faça-me rir.

Clarisse – Se eu quizer, eu te mato!

Alcione – Você não teria coragem para isso.

Então Thiago vinha chegando.

Thiago – Amor, viu minha toalha?

Clarisse – Não.

Alcione – Eu coloquei pra lavar, quer que pegue outra?

Thiago – Deixe que eu mesmo pego.

 

Marina e Andressa olhavam as peças que tinha comprado quando a campainha tocara. Era Creusa.

Marina – Mamãe, eu deixo entrar?

Andressa – Claro, vai deixar a velha do lado de fora?

Marina – Está bem.

Ela abriu o portão e segundos depois, Creusa entrara batendo palmas. 

Creusa – Muito bonito, isto, Parabéns! 

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