Caminhos Singelos | Capítulo 29 [ÚLTIMAS SEMANAS]

Creusa – Aí, já tá falando igual à vagabunda da sua irmã.

Marina – Eu sabia que você não iria aprovar, com esses costumes pré-históricos…

Creusa – É assim que a nova geração chama os valores? Pois então eu sou uma pré-histórica. Não quero você se enrabichando com homem nenhum.

Marina – Cansei, to indo embora, perdi minha fome.

Creusa – Você não vai antes de me dizer quem é ele.

Marina – Eu tenho 27 anos, trabalho e me sustento. Não preciso ficar aqui ouvindo seus desapreços.

 

Pedro retornara ao ministério da comunicação e ao sair da câmara se deparara com Miguel.

Miguel – E aí, como foi?

Pedro – Eu não consegui, não sou forte o suficiente. Meu amor por ela não é forte o suficiente.

Miguel – Para com isso, cara.

Pedro – Eu sinceramente desisto, em outras circunstâncias eu preferiria morrer, mas aqui, neste lugar, eu não sei o que fazer.

Miguel – Ocupar a mente, trabalhar…

Pedro – Eu me decepcionei com tudo que eu acreditava, minha fé tá abalada.

Miguel – Você vai superar.

Pedro – Não, eu não vou.

 

Thiago fora ao centro da cidade, passara na loja de sapatos e comprara tênis, depois entrara numa loja de roupas e pegara algumas camisas. Ele estava entrando na loja de jeans quando se deparou com Alcione saindo de lá cheia de sacolas.

Thiago – Alcione? Tá fazendo o quê aqui?

Alcione – Ah, oi, seu Thiago. Tudo bem?

Thiago – Você ainda não respondeu a minha pergunta.

Alcione – Eu não posso estar aqui numa loja boa? Também sou filha de Deus.

Thiago – E onde arranjou tanto dinheiro pra estar com todas essas sacolas de marca.

Alcione – Namorado rico. Sabe como é, quer me ver bem vestida, pediu até pra mim me demitir da sua casa.

Thiago – E você o fez?

Alcione – Claro, agora é só vida boa.

Thiago – Sei…

Alcione – Tchauzinho pro senhor, por agora eu já vou indo.

A cada hora do dia o sol vai girando alguns graus a mais. Até o anoitecer e um novo amanhecer em João Pessoa, a cidade onde o sol nasce primeiro.

 

Clarisse deixara Otávio no portão da escola. Ele entrara e sentara sozinho a um banco no pátio. Avistou Maysa ao longe com sua mãe. Logo depois o sinal bateu e todos foram as suas salas. Enquanto a professora explicava um pouco de história, Otávio se levantou e foi até a carteira de Maysa.

Otávio – Oi.

Maysa – Tavinho, minha mãe me proibiu de falar contigo.

Otávio – Mas você quer fazer isso?

Maysa – Claro que não, mas eu tenho que obedecê-la.

Otávio – Então nossa amizade acaba aqui?

Maysa abaixara a cabeça, fechara os olhos e deixara uma lágrima rolar.

Otávio – Está bem, mas antes eu quero que você saiba que eu…

Professora Carmem – Será possível? Maysa sua mãe conversou comigo e eu vou seguir tudo o que ela disse.

Otávio – Eu já to voltando pro meu lugar.

 

Marina acordara cedo para voltar a Recife e ver Thiago novamente. Andressa também iria com ela.

Marina – Vamos logo, mana.

Andressa – Calma, você já viu ele ontem, não tem pra quê estar assim para vê-lo.

Marina – Então eu vou sozinha.

Andressa – Já estou prontíssima para ir.

As duas entraram no carro e seguiram para João Pessoa, mais precisamente o apartamento de Thiago.

 

Clarisse já estava de saída para deixar Otávio na escola quando percebeu o semblante do filho.

Clarisse – Você tá tão desanimado filho.

Otávio – Que nada, mãe.

Clarisse – Você precisa se abrir comigo, quem sabe eu não te ajudo?

Otávio – É que a mãe de uma colega minha proibiu ela de falar comigo.

Clarisse – Que coleguinha é essa?

Otávio – A Maysa.

Clarisse – Aquela bonitinha que você é apaixonado?

Otávio – Eu não sou apaixonado por ela.

Clarisse – Eu estou vendo isso no brilho dos seus olhos, mas não se preocupe por que eu e o seu pai vamos falar com ela.

Otávio – O papai vai voltar?

Clarisse – Quem disse que ele foi embora?

Otávio – Ele não tava em casa hoje.

Clarisse – Own, filho, você sabe como seu pai é: Ele viaja muito. Mas ainda hoje eu vou falar com ele, está bem?

Otávio – Tá.

Clarisse – Chegamos a escola, na saída eu te pego e aproveito pra falar com a mãe da sua coleguinha.

 

Marina e Andressa chegaram ao apartamento de Thiago e ele as recebeu.

Thiago – Meu amor!

Marina o abraçou e o beijou.

Marina – Thiago, essa é a minha irmã, Andressa.

Thiago – Prazer.

Andressa – O prazer é todo meu.

Thiago – Vamos entrar?

Os três foram para a sala de estar e Thiago as serviu um café cm torradas.

Thiago – Me desculpem a simplicidade, mas é que casa de solteiro…

Marina – Solteiro?

Thiago – Não-casado.

Marina – Ah.

Thiago – Eita, esqueci de desligar a maquina de lavar. Esperem aí.

Thiago foi para a área de serviço e a campainha tocou.

Marina – Eu atendo.

Marina foi à porta ver quem era e quando a abriu se deparou com Clarisse.

Obrigado pelo comentário! Volte sempre! =)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s