Caminhos Singelos | Capítulo 31 [ÚLTIMA SEMANA]

Otávio – Eu to pensando que você não gosta mais de mim.

Maysa – Não é isso, mas eu não quero desobedecer.

Otávio – Nem por nosso amor?

Maysa – Amor?

Otávio – Eu te amo, Maysa.

Maysa – Eu esperei tanto pra ouvir isso.

Otávio – Você não vai me dizer que também me ama?

Maysa – Eu…

Paulo (CORTA) – O que as duas estão conversando?

Otávio – Você pare de me encrencar!

Paulo – Criou coragem, bichinha?

Otávio – Ah, eu vou acabar com você e vai ser agora.

 

Clarisse e Marina desceram para o estacionamento do apartamento e entraram no carro da megera. Mas antes, Thiago e Marina deram um selinho. Clarisse deixara Andressa no centro da cidade e enquanto isso as outras duas fizeram um tour pela cidade.

 

Andressa entrara em algumas lojas, comprara pouca coisa e parara num Café para tomar um suco. Sentada no balcão um homem alto, moreno e bonito sentara ao seu lado.

Andressa – Um suco de abacaxi com hortelã, por favor.

Rodrigo – Eu quero o mesmo da moça.

Andressa – Olá.

Rodrigo – Oi, prazer, Rodrigo.

Andressa – Andressa, satisfação.

Rodrigo – Olha que a satisfação só vem depois do prazer.

Otávio mirava Paulo furiosamente. O olhar era de uma onça que fora cutucada durante o sono, Paulo estava indiferente, no entanto, Otávio partiu para cima dele.

Otávio – Agora eu acabo com você!

Otávio saltou sobre ele e o fez cair. Ficando em cima dele e puxando seus cabelos.

Maysa – Otávio, por favor, para!

Otávio – Agora ele vai aprender a parar de me encrencar.

Otávio continuou a bater no menino, este sem conseguir revidar começou a gritar. Um apito foi ouvido ao longe.

Maysa – Ai, a professora Carmen tá chegando. Vocês estão lascados.

 

Marina e Clarisse continuaram passeando pela cidade até que o telefone de Clarisse tocou e ela atendeu.

Clarisse – Desculpe, mas é da escola do meu filho.

Marina Fique à vontade.

Clarisse (Ao telefone) – Alô?

Diretora – Olá, é a Clarisse Oliveira Albuquerque, mãe de Otávio Oliveira Albuquerque?

Clarisse – Sim, é ela mesma.

Diretora – Eu preciso que você se dirija a escola do seu filho agora.

Clarisse – Mas o que houve de tão urgente?

Diretora – Seu filho este envolvido em uma briga com outro aluno.

Clarisse – Meu filho? Numa briga? Eu estou a caminho.

Diretora – Passar bem.

Clarisse desligou o aparelho, guardou-o na bolsa e respirou fundo.

Marina – O que houve com seu filho?

Clarisse – Parece que ele brigou com outro menino da escola e eu tenho que ir lá, agora.

Marina – Vá, quer dizer… vamos. Eu te acompanho.

Clarisse – Magina, você deve ter coisas a fazer. Eu não quero atrapalhar.

Marina – Vamos logo, eu sou professora, quem sabe isso não ajude?

 

Carolina fora até a casa geriátrica em que Milton estava internado para visitá-lo.

Carolina – Oi, Milton.

Milton – Olha só quem veio, a primeira que me jogou a pedra.

Carolina – Eu não atirei pedra nenhuma, você que já estava passando dos limites. Bater na Clarisse? Francamente…

Milton – Eu não bati nela…

Carolina – Por que o Thiago chegou à tempo para impedir.

Milton – Você precisa acreditar em mim, a sua irmã que é a falsa da história. Era ela quem estava me batendo, não eu.

Carolina A Clarisse? Ela jamais machucaria uma mosca.

Milton – Quer que eu mostre os hematomas?

Carolina – E como eu vou saber se não foi uma briga de bar qualquer aí?

Milton – Ah, se não quer acreditar em mim eu não vou forçar, mas não também não quero ter que ficar aqui sendo acusado injustamente, Fora daqui!

Carolina – Não precisa falar duas vezes.

 

Marina e Clarisse chegaram a escola e foram direto para a sala da diretora. Lá puderam encontrar Otávio, Paulo e Maysa sentados em cadeiras ao canto da sala.

Clarisse – O que houve com o meu filho?

Diretora – Senhora, eu sugiro que fique mais calma.

Clarisse – Calma? Como eu posso ficar calma? Meu filho é um anjo, ele jamais brigaria.

Diretora – Então você deveria observar melhor o comportamento dele, pois ele próprio já confessou que agrediu o colega, Paulo.

Clarisse – É verdade filho?

Otávio apenas assentiu que sim com a cabeça.

Clarisse – Mas deve haver um motivo, um bom motivo…

De repente, a porta se abriu e outra mulher entrou na sala.

Diretora – Dona Giovana.

Clarisse – Ela é mãe do tal Paulo?

Giovana – Não. Eu sou Giovana Falcão, mãe de Maysa Falcão.

Clarisse olhou para ela e torceu o nariz.

Clarisse – Diretora, e onde estão os pais desse menino?

Diretora – Eles ainda não chegaram.

Clarisse – Então será que eu poderia conversar em particular com a Giovana?

Diretora – Se ela quiser.

Giovana – Não sei o que você tem a falar comigo, mas mesmo assim eu aceito. Vamos lá pra fora.

As duas foram para o pátio da escola, que estava vazio àquele horário, e Clarisse iniciou a conversa.

Clarisse – Eu sou a mãe do Otávio.

Giovana – E…

Clarisse – E eu sou que você proibiu sua filha de falar com meu filho.

Giovana Proibi, e proibirei uma, duas, três… até um milhão de vezes.

Clarisse – Pois fique sabendo que meu filho adora sua filha demais pra ficar sem poder se relacionar com ela.

Giovana – Minha filha é uma moça pura, eu não quero nenhum menino tire a inocência dela.

Clarisse – Meu filho faz esse tipo, ele é respeitoso, educado…

Giovana – Então me diga por que um menino tão cheio de qualidades assim se meteria em uma briga?

Clarisse – Eu não sei se você te alguma experiência mal sucedida com algum homem, mas você não pode simplesmente tirar o brilho dos olhos do meu filho. Isso eu não permitirei!

Giovana – Minha vida não é da sua conta e da minha filha cuido eu!

Giovana então saiu daquele lugar, deixando Clarisse plantada na praça. Com ódio nos olhos.

 

Mais uma vez Clarisse retornou a sala da diretora, no entanto, desta vez, os pais de Paulo já estavam naquela sala.

Diretora – Será que já podemos começar?

Clarisse – Sim.

Diretora – Agora que já estamos todos aqui eu gostaria que cada aluno conte sua versão da briga. Paulo, por favor, pode começar.

Paulo – Eu tava brincando de boa no parquinho quando o Otávio me atacou. Eu não sei o que ele tem comigo, mas eu não fiz nada para ele.

Otávio – É mentira. Ele é um mentiroso.

Daniel – Eu tenho absoluta certeza que não foi meu filho quem começou essa briga.

Diretora – Quieto, Otávio, vamos ouvir a sua versão agora.

Clarisse olhou bem nos olhos do filho.

Otávio – Eu estava conversando com a Maysa quando o Paulo chegou cheio das brincadeiras comigo e eu não tolerei.

Giovana – Maysa, você estava conversando com ele?

Maysa apenas assentiu cabisbaixa.

Diretora – Como assim não tolerou? O que ele fez?

Otávio – Ele me chamou de menina.

Daniel – Você fez o quê, Paulo?

Paulo – É mentira, pai! Não acredita nele.

Diretora – Vamos impor um pouco de ordem aqui? Agora vamos ouvir a verão da menina Maysa para saber quem está falando a verdade.

Maysa levantou a cabeça e olhou para a mãe, depois para Otávio.

 

Andressa e Rodrigo já estavam em um motel àquela hora da manhã, mesmo tendo acabado de se conhecerem.

Andressa – Isso não é certo, a gente mal se conhece.

Rodrigo – Pra quê perder tempo com isso. O desconhecido é tão mais gostoso.

Andressa – Isso é verdade, eu adoro o desconhecido.

Rodrigo – Não vai tirar a roupa?

Andressa – Claro.

Ela começou a tirar a blusa para Rodrigo.

 

Diretora – Vamos impor um pouco de ordem aqui? Agora vamos ouvir a verão da menina Maysa para saber quem está falando a verdade.

Maysa levantou a cabeça e olhou para a mãe, depois para Otávio.

Maysa – O Otávio me procurou para saber por que nós não estávamos mais nos falando e o Paulo chegou logo depois fazendo brincadeiras sem graça.

Diretora – Que tipo de brincadeira?

Maysa – Ele… ele disse que o Otávio era uma menina.

Daniel – Paulo? Você fez isso?

Paulo – Não pai, por favor, acredite em mim!

Diretora – As versões do Otávio e Maysa são congruentes e o que o senhor Paulo está sendo acusado de ter feito configura bullying. Ele terá que ser suspenso.

Clarisse – Suspenso, apenas? Ou você expulsa esse delinquente, diretora, ou eu vou tirar meu filho dessa escola agora.

Daniel – Não exagere.

Clarisse – Eu sou mãe, eu jamais deixaria meu filho crescer num ambiente onde ele não é responsável.

Marina (Interrompe) – Diretora, eu não acho conveniente que as crianças fiquem aqui nesta discussão, será que eu não poderia levá-los para fora e conversar com eles?

Diretora – Claro, é até melhor.

 

Marina levou os três para o pátio e os fez sentar lado a lado em um dos banquinhos enquanto ela permanecia em pé na frente deles.

Marina – Então… longe de tudo aquele. Do ambiente pesado da diretoria, eu gostaria de saber de onde surgiu essa rixa entre vocês Paulo e Otávio e por que Marina está nisso?

Otávio – Eu não sei, ele sempre implicou comigo.

Marina – Paulo?

Paulo – A verdade é que eu nunca gostei do Otávio por que ele sempre se deu melhor com a Maysa do que eu.

Marina – Apenas por isso?

Paulo – Não é só isso, ela é a menina mais bonita da classe, é inteligente, eu sempre gostei dela. Essa é a verdade!

O menino se levantou e saiu correndo.

Marina – Fiquem aí, eu vou atrás dele.

Otávio – Não, acho que sou eu quem tem de ir lá.


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