Caminhos Singelos | Capítulo 35 [ÚLTIMO CAPÍTULO]

Plano Celestial

Miguel – É a sua missão, Pedro. Chegou a hora de decidir: Quer que Marina sobreviva e teça uma história de amor ao lado de Thiago ou prefere reencontrá-la aqui e poder cuidar dela você mesmo?

Pedro – Eu tenho que decidir agora?

Miguel – Se ela for viver, sim. A cada fração de segundo a saúde dela piora.

Pedro – Eu já tomei uma decisão.

Miguel – Qual é?

 

João Pessoa – Hospital Santa Luzia – Quarto de Marina

Depois que Andressa e Creusa puderam ver Marina na parte da manhã, Thiago pudera vê-la somente durante a tarde.

Thiago (EMOCIONADO) – Eu sei que você já passou por isso tudo, mas eu não vou saber o que fazer da minha vida se você não resistir. Logo quando eu pensava estar voltando a ser feliz, isso acontece.

Thiago apertou a mão dela.

Thiago – Eu te amo, Marina. Para todo o sempre, eu te amo.

O aparelho que monitorava os sinais vitais de Marina começou a detectar uma linha reta e a apitar. De súbito vários médicos entraram na sala e afastaram um Thiago estatelado do corpo. Eles usaram a técnica de reanimação nela, mas a linha continuava reta.

 

Plano Celestial

Miguel – Pedro, você está certo que é essa sua decisão?

Pedro – Sim.

Miguel – Então, que por toda luz que há no mundo, pela bondade que ainda há no ser humano, faça-se o seu desejo.

 

João Pessoa – Hospital Santa Luzia – Quarto de Marina

Os médicos foram persistentes e após várias tentativas conseguiram reanimá-la. O coração voltou a bombear sangue, o pulmão a receber o oxigênio, os rins a filtrar o sangue e todo o organismo estava novamente nos eixos agora.

Thiago – Ela tá viva?

Médico – Sim, mas foi por um milagre.

Thiago – Obrigado, Senhor!

 

Segunda-feira, as pessoas retomam suas rotinas nas cidades brasileiras. No aeroporto de Recife a movimentação também é agitada e alguns voos já estão de saída.

Creusa deixava Andressa no aeroporto para que ela voltasse ao Rio de Janeiro, contudo desta vez ela ia acompanhada.

Creusa – Seu voo já foi chamado, filha.

Andressa – Tchau, mãe.

Andressa abraçou a mãe.

Creusa – Deus te abençoe.

Rodrigo deu o braço a Andressa e os dois entraram juntos na sala de embarque.

Andressa – Cadê a Carolina? Eu não a vi o final de semana inteiro.

Rodrigo – Aquela ali quando resolve sumir, só o FBI pra achar. Mas o importante é que eu estou aqui com você, lá no Rio a gente esbarra nela.

Os dois se beijaram.

Fernando de Noronha – Hotel Luxus – Suíte das mil e uma noites

Carolina estava parcialmente nua na cama. Só não estava por completo, pois havia alguns doces espalhados em pontos específicos do corpo.

Marcelo – Não vale se mexer.

Carolina – Aí vai depender de você.

Marcelo foi adentrando calmamente na cama para não movimentar o corpo de Carolina e os doces caírem. Ele foi comendo um de cada vez, até chegar o que estava em cima dos lábios. Carolina se entregou ao beijo e deixou por enlaçar os dois corpos.

 

João Pessoa – Escola Machado de Assis

Otávio esperara o sinal bater para chamar Paulo e Maysa. Os três juntos, sentaram-se a um canto no jardim e Otávio falou o que sentia.

Otávio – Maysa, um final de semana inteiro já passou. Acho melhor você dizer logo com quem vai ficar. Se for o Paulo, eu vou entender.

Paulo – E se você escolher o Otávio, nós ainda vamos poder ser amigos.

Maysa – Eu não sei. Não dá pra escolher, só tenho dez anos. Não estou preparada para namorar ninguém.

Otávio – Mas eu tenho certeza que gosto de você!

Paulo – Acho melhor sermos nós três amigos, assim, quem sabe a Maysa não faz essa escolha depois, quando já for mais velha.

Maysa – É. É melhor.

Otávio – Amigos, então?

Otávio estendeu a mão e Paulo colocou-a por cima da dele, Maysa colocou por cima da de Paulo, Otávio sobre a de Maysa e Paulo sobre a de Otávio. Juntos eles jogaram os braços para o alto e gritara.

TODOS – AMIGOS!

João Pessoa – Apartamento de Thiago

Thiago estacionava o carro na garagem do edifício. Ele descera do automóvel e fora a outra porta para pegar Marina.

Thiago – Chegamos.

Marina – Ainda bem.

Ele a tirou do banco e a colocou nos braços.

Marina – Não precisa fazer isso.

Thiago – E se eu quiser?

Marina – Eu vou dizer que te amo.

Thiago – E eu vou reafirmar pela milésima vez que você é a mulher da minha vida.

Ele a beijou com a mesma em seus braços.

 

João Pessoa – Clínica Santa Clara

Era dia de terapia coletiva na Clínica Santa Clara, todos os pacientes se reuniram diante de um circulo nos jardins do lugar. Havia apenas uma médica ali, mas até ela própria contaria uma experiência de sua vida. Quem falava, naquele momento, era uma mulher chamada Helena.

Helena – Eu vivia um casamento perfeito, aos meus olhos, meu marido era tudo o que papai sempre sonhou para mim, mas aos poucos eu fui descobrindo os envolvimentos dele. Ele se insinuava para as empregadas, as babás dos meus filhos. Até que eu cheguei em casa mais cedo depois de um dia de trabalho e o encontrei na cama com a babá da época. Nossa, eu fique possessa, comecei a quebrar tudo, quase matei os dois. Por muitos dias eu fiquei trancada dentro do meu quarto, sem comer, sem dormir, chorando, ele me deixara acaba. Entrei em depressão, meus irmãos resolveram então me internar aqui e eu posso sentir que a cada dia que se passa eu vou ficando melhor.

Pela ordem, depois da história de Helena, era a vez de Clarisse partilhar uma experiência. Ela respirou fundo e começou a contar:

Clarisse – Eu ainda era criança, tinha só doze anos. Minha mãe fora visitar minha avó que estava doente e levara meus dois irmãos que eram menores. Eu fiquei com meu pai, mamãe havia prometido que só ficaria alguns dias, mas depois minha avó acabou falecendo e ela permaneceu por lá durante um mês e meio. Com meu pai, eu vivi um inferno. Ele não me deixava ir a escola, obrigava-me a cozinhar, arrumar toda a casa e depois ele me batia. Batia só por bater, por ter perdido dinheiro, por minha mãe não voltar, ele descontava tudo em mim. Acho que foi aí que eu comecei a alimentar tanto ódio em meu coração.

Plano Celestial

Pedro contemplava o jardim que conseguira plantar, com flores de diversas formas, de diversas cores, era uma beleza realmente vistosa, um colírio.

Miguel – Vejo que cuidou muito bem dessa terra.

Pedro – É muito bom olhar por nosso trabalho assim, pronto.

Miguel – Lembra que assim que você chegou eu falei que antes de reencarnar nós tínhamos de cumprir uma missão?

Pedro – Sim.

Miguel – Você cumpriu a sua naquele dia em que não foi egoísta, deixou que Marina seguisse o rumo dela. Deixou-a viver mais.

Pedro – Para mim, o sentido do amor é colocar a felicidade da pessoa amada a cima da sua. E eu tenho certeza que Marina não seria feliz sem antes viver sua história de amor ao lado de Thiago.

Miguel – Então, você já está pronto para reencarnar.

Pedro – Mas assim? Sem me preparar?

Miguel – Acredite, você já passou por demasiadas provações. Siga-me ao ministério do renascimento.

Os dois caminharam juntos pela cidade até a grande luz, onde, quando as pessoas entravam, tinham a oportunidade de voltar a Terra e recomeçar uma nova vida. Pedro deixou-se hipnotizar pelo brilho e absolvido foi por aquela fonte de energia.

Mais tarde, em alguma locação no continente africano, uma criança nascia para levar esperança àquele solo.

 

2 comentários em “Caminhos Singelos | Capítulo 35 [ÚLTIMO CAPÍTULO]

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