Guia de Seriados | Especial Tivo

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Chegou a hora de falarmos de uma máquina que, nos últimos anos, tem revolucionado a forma de se fazer televisão nos EUA: o Tivo. A princípio, é preciso esclarecer que o nome é DVR, um tipo de gravador – como o nosso vídeo-cassete, mas infinitamente mais moderno – e Tivo é a principal marca fabricante deste produto que vende na Terra do Tio Sam feito água.

O principal atrativo desta máquina – cujo modelo você vê na ilustração deste texto – se dá pelo fato de poder gravar seu programa predileto. Basicamente um vídeo-cassete, correto? Errado. O Tivo vai muito além, pois ele grava diversos programas ao mesmo tempo, pode gravar centenas de horas de programação e tudo no próprio arquivo do aparelho, sem necessitar de fita, CD ou qualquer outra coisa.

Outro ponto a favor deste aparelho ocorre no fato de o telespectador poder “gravar um programa ao vivo”. Teoricamente, é assim que este avançado sistema trata do assunto, mas não é exatamente o que ocorre. Quando um programa é ao vivo e o telespectador aciona o seu aparelho, a imagem fica congelada e a impressão que se dá é que para o programa, mesmo ao vivo. Evidente que não, o programa continua ao vivo, porém, a máquina para a transmissão no receptor da TV e começa a gravar a partir dali em seus arquivos.

Gravando pelo horário, pelo início do programa, é possível utilizar vários métodos de gravação. E o mais incrível é que, com o Tivo, o telespectador pula os intervalos comerciais e as ações de marketing inseridos na programação. Parece um aparelho tão perfeito que deveria ser reproduzido aos montes em todos os países – no Brasil existem alguns aparelhos em DVR’s, mas quase sem função por conta do tipo de aparelho de TV da maioria das casas – mas a salvação do telespectador, tornou-se um problema para as séries e emissoras.

Com o Tivo, o telespectador não precisa mais ficar diante da TV para acompanhar seu programa predileto no horário estipulado pela emissora. Ele também não precisa se martirizar em escolher um único programa em dia de concorrência pesada. Se ele quiser sair, pode colocar a programação de diversos canais para ser gravada ao mesmo tempo, ou, se quiser assistir uma série e gravar outra no mesmo horário, também conseguirá.

Com tudo isso, a audiência dos shows ficaram bastante maquiadas e, com isso, caíram vertiginosamente. Basta notar que antes da popularização do Tivo nos EUA, um programa atingia até dois dígitos de rating, hoje, isso parece impossível para qualquer série – a maior audiência gira em torno de 5%. E, com isso, prejudica-se muitas séries que poderiam ter vida longa na TV.

Você deve se perguntar o motivo disso ocorrer, afinal, o programa continua sendo assistido pelo público, porém, os anunciantes que pagam para manter o programa no ar, perdem espaço, já que a audiência, com o Tivo, pula os intervalos, e aí, desvaloriza o produto. Por conta disso que, mesmo a série explodindo em audiência no Tivo, se no “ao vivo” não conseguir alcançar bons números, sua situação fica preocupante.

E a Nielsen também divulga os números de medição em DVR. A priori pode parecer que são números irrelevantes, já que não ajuda uma série, mas não é bem assim. Com essa leitura, os executivos podem enxergar melhor a dinâmica de sua programação e perceber que determinado show não é rejeitado, só está num dia equivocado e alterar a grade para ter melhores resultados.

Para você entender como o Tivo, as vezes, maquia o resultado das séries, basta acompanhar a divulgação dos números. No episódio que foi ao ar no dia 03 de Fevereiro, Fringe registrou média de 1,2% de rating. Nos dados divulgados pelo Tivo para o mesmo episódio, foram 0,80% do público-alvo, ou seja, do público-alvo total que assistiu o episódio (2%), 40% ou quase a metade acompanharam via gravação. Outra série, agora na parte de cima, Modern Family, no último episódio, marcou no episódio ao vivo um rating de 5,5%. Pelo Tivo, o episódio chegou a incríveis 2,7%, sempre no público-alvo. Ao somar os dois, percebe-se que o episódio de Modern Family foi visto por 8,2% do público-alvo. Números corriqueiros antes do aparelho, para uma série de sucesso.

O Tivo foi uma bênção para o telespectador, mas é inegável que modificou a leitura dos números de audiência da TV americana e, começou a influenciar bastante para que séries queridas pelo público tivessem cancelamento prematuro.

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