CLUB DRAMATURGIA #01: Adriana Esteves (Parte A)

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Booooooooooooa Noite. É com muito bom humor e com mais uma polêmica que começamos o Club Dramaturgia de hoje. Nessa nova temporada, que terá apenas cinco edições, vamos falar sobre o melhor e o pior das novelas brasileiras. E para estrear, vamos tratar de polêmica e, se é polêmica, é Salve Jorge, mas também vamos falar de crítica e, se é crítica, é Renascer. Portanto, as escaladas para protagonizar essa primeira edição do Club Dramaturgia 2012-2013 são Nanda Costa e Adriana Esteves. 

televisao

Foram vários fatores que me levaram a escolher esse tema – “Atrizes Criticadas” -, primeiramente, a reprise de Renascer no Viva, na qual estamos tendo a oportunidade de ver como a Adriana era há quase vinte anos atrás.  O segundo fator foi uma declaração da autora do atual folhetim das nove, Glória Perez, para o jornal O Dia, onde ela dizia: “Nunca vi campanha tão sórdida contra uma novela e uma pessoa: desde o caso Adriana Esteves, em ‘Renascer’ (1993)”. Pois bem, vamos fazer um paralelo comparativo dessas duas atrizes nessa edição do Club Dramaturgia. 


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Antes de brilhar na pele da vilã Carminha de Avenida Brasil, a atriz Adriana Esteves passou por muitas situações na sua vida profissional. Entre elas, destaca-se sua primeira protagonista no horário nobre: a Mariana de Renascer.

Renascer marcava a volta de Benedito Ruy Barbosa a dramaturgia após o estrondoso sucesso de pantanal e o clima era de expectativa partindo do público, todos esperavam mais um sucesso, porém o autor resolveu ousar nas escolhas, não digo somente por Adriana Esteves, mas também pela escalação de uma hermafrodita no elenco.

A novela estreou com Antônio Fagundes e Adriana Esteves como protagonistas, no entanto outros grandes nomes como Fernanda Montenegro e José Wilker também marcavam presença. Para culpar falhas que poderiam ter partido do script, da direção ou da equipe técnica a crítica caiu em cima da carne fresca: Adriana. É certo que ela não estava atuando perfeitamente, mas uma fagulha apenas não faz uma fogueira sozinha.

O resultado foi que a personagem aos poucos perdia espaço na trama para abafar um pouco. Todavia, ao fim do folhetim, Adriana Esteves entrou em depressão e chegou a cogitar largar a carreira, mas nada como um dia após o outro e ela interpretou a Zilda de Razão de Viver e depois voltou a Globo com força total à frente de A Indomada.

Hoje, os mesmos que a colocaram para baixo em 1993, tiram o chapéu para a perversa Carminha (Avenida Brasil, 2012) e a Dalva (Dava e Erivelto: Uma canção de amor, 2010). Assista a algumas cenas da Mariana de Renascer e da Carminha de Avenida Brasil.

Depois dessas cenas tensas da Carminha nós merecemos um break né? Daqui a quinze minutinhos eu volto com mais CLUB DRAMATURGIA!

3 comentários em “CLUB DRAMATURGIA #01: Adriana Esteves (Parte A)

  1. Estou revendo agora Renascer e estou achando que as críticas foram pesadas demais com a Adriana. Já tinha lido algumas críticas antes, mas não lembrava de Renascer p/ poder opinar. Acho que uma série de fatores contribuíram p/ na época: primeiro é que Mariana era uma ninfetinha do Zé Inocêncio, que “esqueceu” de seu verdadeiro amor, a Maria Santa, que tinha encantado a todos nos primeiros capítulos. Era adolescente e lembro-me que tinha um ódio tremendo pela Mariana e era louca pela Santinha. Hoje, mais madura, quando vejo os capítulos, tenho até simpatia pela moça. Segundo, que o personagem em si era um tanto chato. Revendo os capítulos, principalmente as cenas antes da Mariana se casar com o coronel, ela praticamente era um acessório em cena. Além disso, deve ter causado muita antipatia por causa de João Pedro, e todos nós sabemos que quando um personagem causa antipatia do público, quem paga o “pato” é o ator. Mas indo p/ a questão da atuação da Adriana Esteves na época, comentando só o que vi (ou melhor, revi) no Viva, ela está bem. Perfeita não está, como bem foi falado no artigo, mas fez bem uma personagem xucra, um tanto selvagem, fogosa, ninfetinha, resumindo. Ainda mais que as pessoas deveriam estar mais acostumadas com o ar angelical da Adriana, pois, se não estou errada, as personagens anteriores dela eram mocinhas típicas, do bem, sem a alta carga de sensualidade que foi apresentada na Mariana. Revi esses dias a cena que a Mariana e o José Inocêncio fazem amor em cima do cacau e hoje em dia é raro passar uma cena dessa, mesmo após 20 anos, imagine naquela época. Revendo o vídeo postado, percebi que a Mariana perdeu o sotaque ninfetinha. Uma pena, pois achei até apropriado ao personagem. Imagine o que atriz não deve ter passado p/ mudar as características da personagem assim. Tb quero lembrar que ela não foi a única criticada, o Taumaturgo Ferreira tb foi, tanto que seu personagem morreu. Outro que não era perfeito, mas tb nem prejudicava assim. E pelas críticas que li e encontrei em relação a atuação dele, confundiram o ator e o personagem. Até a voz dele foi motivo p/ críticas. Dispensável, não é? Ele tb não estava perfeito, a cena em que ele encontra a Eliana (Patrícia Pillar) ensanguentada, pensando que ela está morta é ridícula, mas tb não acho que era uma mácula e dava p/ passar. Hoje em dia vemos tantas atuações fracas na TV e nem por isso tem o impacto que teve com a Adriana e o Taumaturgo. Tb acho que a questão de a novela ter sido em 1993, pouco tempo depois do Brasil ter saído de uma ditadura, ajudava a imprensa a ter tanto poder sobre o que era certo ou errado, o que era bom ou ruim. Lembre-se que um ano antes da novela, em 1992, a imprensa conseguiu o impeachment de Fernando Collor, fazendo a cabeça de milhares de brasileiros contra a corrupção. Hoje, vemos a corrupção e não fazemos nada, ou até fazemos, mas por outros meios. Ela era o 4º Poder. Ainda é, mas não tem tanto poder em destruir alguém como no início dos anos 90.

    • Camila, realmente a Adriana não merecia metade das críticas, como o artigo mesmo diz “Para culpar falhas que poderiam ter partido do script, da direção ou da equipe técnica a crítica caiu em cima da carne fresca: Adriana. É certo que ela não estava atuando perfeitamente, mas uma fagulha apenas não faz uma fogueira sozinha”. A Adriana Esteves tinha sido eleita como substituta de Regina Duarte como namoradinha do Brasil e todos esperavam que ela viesse com uma atuação estrondosa por ser no horário nobre, assim como a crítica está caindo em cima de Nanda Costa. Leia a segunda parte da coluna: https://clubdatelevisao.wordpress.com/2012/12/11/club-dramaturgia-01-nanda-costa-e-salve-jorge-parte-b/

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