CLUB DRAMATURGIA #3: Balacobaco no Ar (BLOCO A)

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Boa noite, noveleiros de plantão. É muito bom começar o ano na companhia dos melhores leitores dessa blogosfera e, para tanto, preparo uma edição do balacobaco. Se ligou né? Então… para que nossa coluna não seja apontada como “globista”, vamos quebrar a sequência das duas últimas edições falando sobre a Rede Globo e conversar um pouco sobre “Balacobaco”, atual produção da RecNov. Além de informativa, esta edição será crítica, por isso gostaria de fazer algumas observações antes de começarmos.

Primeiro: a crítica a baixo é totalmente baseada nos primeiros capítulos da trama, visto que não sou telespectador da mesma. Segundo: uma coluna expressa as opiniões do colunista, por isso não adianta provocar desentendimentos nos comentários, pois eu não vou compactuar. Terceiro: Agora sim podemos começar, com “Balacobaco no Ar”.

Balacobaco

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Balacobaco tem um enredo confuso e apelativo. A sensação que dá quando se assiste ao folhetim, é que a autora, Gisele Joras, recebeu um apelo da direção da Record para escrever um sucesso estrondoso, para isso, saiu colhendo o que houve de melhor nos folhetins já exibidos no Brasil e juntou para ver se conseguiria uma audiência significativa.

Mas o efeito saiu pela culatra, a trama atrai poucos telespectadores e oscila no terceiro lugar, já tendo marcado 2 pontos, uma das piores audiências de novelas dos últimos anos. O resultado dessa “coleção” de personalidades resultou em clichês chatos e personagens que não se encontram.

Vamos listar alguns clichês do folhetim de Gisele Joras:

Zé Maria (Sílvio Guindane) mente para os colegas da faculdade dizendo pagando de playboyzinho rico quando na verdade vive de pequenos golpes.

Taís (Letícia Medina) vive no seu mundo perfeito, até descobrir que seu pai não era quem pensava ser. A típica “garota rebelde” que procura sua identidade.

Marlene (Antônia Fontenelle) deu o golpe do baú em um velhote burro e agora empurra sua filha Luiza (Mariah Rocha)para o mesmo a caminho.

– O vilão Norberto (Bruno Ferrari) é dono de um cassino, é desacreditado pelo pai e tem uma rixa com o “irmão” Eduardo (Victor Pecoraro), por causa de um romance e de uma namorada.

Danilo (Roger Gobeth) é viciado no pôquer e está altamente endividado no cassino, o que acaba gerando uma perseguição.

E ainda tem mais, mas se eu continuar listando o limite, a edição chega e eu não termino as críticas. 

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Em “Balacobaco”, Victor Pecoraro encara seu primeiro protagonista, mas ele já começou mal. Além da novela ser um fiasco no quesito audiência, o seu personagem, o Eduardo, está no TOP 10 dos mais chatos do folhetim.

Mesmo tendo trabalhado em diversas tramas globais como “Chocolate com Pimenta” e “Aquele Beijo”, a atuação do rapaz ainda deixa muito a desejar, o que corresponde com seu papel na novela.

Não sei exatamente como ele está se saindo agora, uma vez que a trama já deve estar pelo capítulo 60, mas as primeiras sequências dele na trama são chatíssimas e em algumas ele mais parece um figurante do que “o protagonista”. Deixando que Bruno Ferrari roube toda a cena como o inescrupuloso Norberto.

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A protagonista da trama, Juliana Silveira, mais conhecida como Floribella, e o seu par romântico Roger Gobeth, mais conhecido como Fred, se encontram novamente na trama de Gisele Joras, mas, ao que parece, não é por acaso que eles estão se reencontrando.

Juntar os protagonistas do sucesso “Floribella” da Bandeirantes, que acarretou vários fãs em todo Brasil, pode ter sido uma das estratégias da Record para obter mais audiência, porém, a imprensa não deu muita atenção e quase nenhuma nota sobre essa “reunião” foi publicada antes da estreia da novela.

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O sonoplasta de Balacobaco também deve ter recebido a ordem da emissora de só colocar músicas com potenciais para sucesso, mas nem sempre as músicas que fazem sucesso são boas. E foi assim: “era uma vez um sonoplasta da Record que decidiu cometer o mesmo erro das concorrentes e colocar músicas sem conteúdo na trilha sonora de certo folhetim.”.

Penso que não preciso citar quais músicas não são interessantes, todavia, vou citar algumas que achei interessantes, como Céu Azul, de Charlie Brown Kr, Coleção, de Mauricio Manieri e Pingos de Amor, da banda Papas na Língua. Entre essas três eu elegi “Coleção”, como mais bonita e preparei um vídeo com essa música, vejam só:

Para os fãs da novela que conseguiram ler até agora sem querer me matar, por que eu falei muito mal, mas falei a verdade, de Balacobaco, eu peço que esperem mais quinze minutinhos, por que o próximo bloco dessa coluna só vai falar dos pontos fortes da novela, você não pode perder!

 

Obrigado pelo comentário! Volte sempre! =)

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