Clube do Medo | Sangue Fresco (Parte 3/FINAL)

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PRIMEIRA PARTE AQUI

SEGUNDA PARTE AQUI

9

Um policial perturbado; Uma cidade abandonada; Uma velha delirante.

Sem sono, e ainda pensativo sobre  o fato de estar na antiga casa da mãe da qual ele questionava dizer que o seu passado estava enterrado lá.

Vagueava pela casa como um andarilho vagueia pelo mundo  à procura do nada. Já era noite. Estava escuro. Tom pegou a lanterna na mochila, desceu as escadas, com cuidado para não acordar Joana, que dormia tranquilamente. Iluminou a sala, a poeira nos moveis tomava conta. Passou pela cozinha, o seu quarto, viu alguns brinquedos, livros de terror que colecionava. Todos estavam empoeirados. Em cima da cama, tom viu o ultimo livro que tinha lido A Hora do Vampiro.

Ao lado de seu quarto, havia o da irmã, Cameron. O quarto que antigamente era rosa, agora tomava tons enegrecidos. Seu coração apertou, tentou segurar a emoção, mas não aguentou, sentou-se na cama da garota e começou a chorar, pegou uma boneca e a abraçou tão forte, tão forte que o olho da boneca se esbugalhou.

Depois de aliviado, olhou a boneca. Levou um susto, e a jogou longe. A boneca estava com três palavras escritas em Sangue Fresco.

VOU TE MATAR

Tom, porem, rapidamente voltou a si. Achou estranho. Deixou o quarto da irmã e retornou ao seu.

10 

Quando Tom, tinha enfim pegado no sono, ele acorda agitado em plena madrugada com ruídos estranhos.

Alguém esta subindo as escadas!

Acordou Joana. E pegou um taco de beisebol que estava ao lado. Alguma coisa pegou na maçaneta, e a abriu.

 

11

Tom se assustou e avançou, mas, naquele momento, a Coisa revidou jogando-o para a janela que se espatifou, e Tom foi arremessado bruscamente até sentir o corpo no solo.

Gritos de Joana. Gritos terríveis.

A Coisa apareceu pela janela, abriu as asas de morcego e voou, segurando Joana pelo cabelo. Quando pousou a jogou aonde estava o carro. Desfaleceu.

-Eu sempre esperei por esse dia! – Arfou Tom.

A coisa usava um capuz, que delineava o corpo escultural. Um manto decaia sobre até os pés, negro. Os olhos avermelhados, e a boca suja com sangue. As veias apareciam, o sangue não corria.

Mas Tom tinha quebrado a perna.

Aquele era o fim?

Não. Tom tentou se levantar. A coisa reagiu,  pegou sua perna e a esmagou, levantando-o de cabeça para baixo. E retirou o capuz. 

Medo, o mais profundo Medo!

 A coisa não tinha cabelos e havia marcas desconhecidas tatuadas na cabeça que desciam pelo pescoço e o contornava. Mas sua atenção foi distraída novamente quando, pela primeira vez, a Coisa falou.

-Chegou o dia. Chegou o dia da era apocalíptica. Há muito tempo esperamos por isso, há muito tempo nós evoluímos. Tomamos posse de Glent Hill, mas faltava um – pausa – Faltava você, Tom Collin.

Tom não se deixou a bater, e cuspiu na face da Coisa.

-Você cheira a sangue fresco, Tom. Nós gostamos disso. Gostamos muito.

Tom lembrou do que havia guardado por anos e anos, e jamais tirou do bolso.

A faca.

Com uma rapidez, Tom sacou a faca e a enfiou na cabeça da coisa, entre os olhos e o nariz carcomido. E nesse momento ele cai, a Coisa começa a se exaurir. Joana desperta e joga um litro de querosene. Tom pensa rápido, e distribui o líquido no monstro. Para o Gran Finale: um esqueiro.

A coisa, pega fogo, soltando grunhidos aterrorizantes.

Zing riashi maka kishi darunh selah! – pronunciou a Coisa.

Parecia que invocava algo. Ou alguém.

-Uma coisa eu tenho que concordar com a velha da lanchonete – e olhou para o monstro no chão – Todos irão queimar. 

12 

Depois que a Coisa sessou os gritos, Tom foi ao encontro da amada, rastejando.

-Vai ficar tudo bem – Ele disse.

Mas naquele exato momento. Tom avistou ao longe uma pessoa se aproximando da mansão. E foi chegando. Quando chegou se deu conta que era a Velha da lanchonete.

A velha estava pálida, e com sangue ao redor da boca, se encontrava irracional, letárgica.

-Meu Deus! – Arfou.

-O que foi, Tom?

E depois avistaram mais pessoas vindo, se é que eram pessoas, e depois foram se multiplicando.

-Espere! – disse Tom.

Sifting through the system
For the piece that knows my name
Endlessly I listen, in the master game

A população de Glent Hill!

-Isso foi uma armadilha!

-Como assim?!

-Eu sou o ultimo nascido nesta cidade. É meu fim morrer com ela!

-Até quem fim percebeu – Surpreendeu Joana, mudando o tom de voz.

Tom largou Joana de lado, e olhou em seus olhos, que agora ficaram vermelhos. E soltava uma baba branca, que pingava no chão, e em seguida fazia um eco. 

Welcome to my world
Welcome to my world
Welcome to my only world
Welcome to my only world

It is full of space junk
But your words are coming through
I’m riding on the space junk
And it’s
bringing me to you
Bringing me to you
 

Tom lutou contra a Coisa pela ultima vez. E agora morreria nas mãos da população de Glent Hill.

Tom engoliu em seco. E a população se amontou em cima dele. Não fez nada, o que iria fazer?

Foi devorado vivo.

Depois de um tempo, todos abriram alas, uma pessoa vinha ao encontro do corpo de Tom que ainda estava vivo. Agora, Tom estava sem as pernas, sem os braços e com um pouco do peitoral devorado.

Quando Tom olhou, viu Cameron, a sua irmãzinha, com aqueles olhos, aqueles terríveis olhos vermelhos. E o que ela segura? A boneca.

Aquela Boneca.

Tom gritou.

Doador de Orgãos, isso soa engraçado, não?

FIM.

 

NOTA DO AUTOR

Devo dizer que trabalhei bastante neste conto, escrevi no meu caderno de anotações, eliminando trechos acrescentado paragrafos, montando dialogos e etc. Mas a grande questão é,“Voces gostaram?“. Quero deixar claro para você, querido leitor, que os finais dos meus contos ficarão subentendidos, ou seja, é você quem vai criar!  No entanto agora, fiquem com os proximos contos.

Um abraço forte. E lembre-se “As vezes a realidade pode ser bem mais assustadora do que a ficção, ou seja, a magia existe“.

http://http://www.youtube.com/watch?v=cYB9nmUwUhc

PRÓXIMA SEMANA, NO CLUB DO MEDO:

SOPHIE, A PARANORMAL!

“Em toda escola do estado, tem sempre uma pessoa como eu, aquela que quando conta uma piada todos riem, se você ingere uma caixa de laxante e começa a peidar na sala de aula, isso é motivo de risada. Mas as minhas piadas acabaram de forma trágica, quando Sophie Brown, uma garota de 14 anos da escola Bringstone, decidiu eliminar todos aqueles que a zombavam na escola, e eu vi, e eu vivenciei tudo, vi coisas horrendas, atormentadoras. Hoje, aonde passo os meus últimos dias, a historia de Sophie me atormenta, e preciso contá-la, para alguém, ou então eu nunca viverei em paz, mas afinal, porque eu deveria ter paz? Sophie nunca esteve em paz!”

Um remake de Jhonnatan Carneiro

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