Clube do Medo | Sophie, a paranormal (Parte Final)

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PARTE  2 AQUI

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Faltava poucos minutos para a chegada de Tony. Sophie estava tão apreensiva que os moveis subiam ao teto. E, escondida atrás da porta do porão, estava Mara, com uma faca.

Felizmente uma buzina de carro soa. Sophie não hesita, e sai rapidamente de casa. Os olhos de Tony encheram de lagrima, seu rosto corou. E se deslumbrou vendo a menina, linda que descia a escada de casa.

-Voce, voce está linda!

-Obrigada.

E Tony, abriu a porta do carro. De lá foram para a festa. E da janela Mara, viu o carro sumir na escuridão.

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BRINCANDO COM SANGUE 

Tony e Sophie chegaram elegantemente. Sophie percebeu que as meninas usavam preto e vermelho, mas nenhuma usava branco.

-Tony, eu, eu sou a unica que esta de branco.

-O que é que tem?

-Sei lá, vão me deixar entrar?

-Olha, primeiro, você está original, segundo: sim, vão te deixar entrar. Vamos?

Ela concordou com a cabeça. Quando Tony desceu do carro, todos os convidados levaram seus olhos até eles, e ele foi abrir a porta do carro para Sophie descer. Quando ela desceu todas as pessoas ficaram encantadas com a forma linda que Sophie estava vestida.

-Estão olhando pra gente – falou Sophie em sussurro.

-Não, espere, aquele… não ele olhou.

Antes de entrar na festa, Tony olhou para trás, e viu o carro de Kate e dos outros, ele estranhou.

-Vamos? – alertou Sophie.

-Sim, vamos.

Sentaram nas cadeiras ao arredor da mesa. Alguns dançavam na pista de dança, outros bebiam um ponche, e alguns ainda terminavam alguns preparativos.

-Vou pegar um ponche, você quer? – perguntou Tony.

-N.não, obrigada, eu não bebo.

-Vamos, Sophie, hoje é o seu dia.

-Tudo bem.

Tony pegou um copo, e pegou a imensa colher de plastico, e ao seu lado apareceu a professora Jean Clear.

-Olá Tony?

-Olá, senhorita Jean, está deslumbrante.

-Obrigado, o que lhe deu na cabeça para convidar Sophie ao baile?

-Porque me pergunta isso?

-Diga, só quero saber, a menina já tem problemas maiores em sua vida, não quero que a magoe, entendeu?

-Professora, pode ficar tranquila, eu gosto da Sophie. E não vou deixar ninguém maltratar ela, ninguém.

-Então, aproveite a festa.

-Igualmente.

E Tony, levou o ponche para Sophie, que engasgou no primeiro gole.

-Cuidado, beba devagar – Disse Tony, seguido de uma leve risada.

Depois de danças, sorteios, e muita musica. O Diretor da escola, John Weels anunciou.

-Senhoras e Senhores, distribuiremos a seguir os papeis para a votações do Rei e Rainha do Baile. Enquanto isso, curtam uma musica, digamos…. Melosa, divirtam-se!

E o Dj, soltou uma musica romântica, e todos os pares começaram a dançar coladinhos.

-Sophie?

-Sim?

-Vamos dançar?

-Não, não mesmo, eu não sei dançar.

-E quem disse que eu também sei?

E os dois riram.

E ela aceitou, foram para o centro da pista, Sophie apoiou o rosto no ombro de Tony, mas a música logo sumiu, restando para os dois, somente o barulho dos corações batendo. Uma lagrima escorreu dos olhos de Sophie. As pessoas, deram espaço para os dois. E então começaram a dançar.

Luz. Trevas. Vida. Morte. Amor. Ódio. Medo. Felicidade. O paraíso.

A Morte é fácil, tranquila… a vida que é muito mais difícil.

E quando perceberam, a musica já havia acabado, seus lábios se encontraram.

Um beijo, um beijo apaixonante.

Uma explosão de sentimentos. O coração palpitou. E todos começaram a bater palmas. E até que Sophie e Tony, perceberam. E sorriram um para o outro..

No lado de fora do estadio…

-Kate! Você não acredita no que eu vi!

-O que? Peste! Fala!

-Tony, beijou Sophie, na frente de todo mundo. E todos começaram a bater palmas.

Kate, ficou boquiaberta, começou a caminhar de um lado para o outro.

-Sheron! É hora de por o plano em ação!

André ligou para Tony.

-Sim?

-Tony! Amigão!

-André? Aonde você está?

-É… Estou chegando no baile, e você aonde está.

-No baile.

-Há sim, fiquei sabendo, e a Sophie, como vai?

-Diga André, o que você quer!

-Nada cara, só te falo uma coisa. Não se apegue às coisas tão facilmente, a qualquer hora você pode perdê-la.

E então, André desligou. Tony, ficou em silencio, confuso, o que ele queria dizer? E então ele olhou para Sophie, que mostrava um sorriso de orelha a orelha, e então ele também sorriu.

17

BRINCANDO COM SANGUE ll

-Kate, todo mundo já votou. E o balde, já está pronto. Os resultados… Manipulados.

-Certo. Agora é comigo e com Sheron

-Senhoras e Senhores, os resultados já esta em minhas mãos, e os vencedores são…

-Sophie? – Chamou Tony.

-Sim?

-Vamos sair daqui?, vamos jantar fora?

-Mas, já? Tudo bem, vamos.

-…Tony Tompson e Sophie Brown!

E todos olharam, estranhando a decisão. Inclusive Sophie e Tony.

-Por favor, venham até o palco – chamou o Diretor.

Tony, ainda pensativo, pegou delicadamente na mão de Sophie e a levou até o palco. Lá, uma fileira de rosas foram dadas a eles, uma coroa colocada na cabeça de cada um, um cetro foi dado á tony, e um buquê de flores á Sophie, que sorria mais do que ninguém. E então o Dj, soltou a musica da qual eles se beijaram. E os dois se olharam. Mas foi nesse momento em que veio na cabeça de Tony um pensamento.

-Não se apegue as coisas tão facilmente, a qualquer hora você pode perder ela.

-Não sei o Kate quer fazer, mas temos que obedecer.

Esses e outros pensamentos invadiram sua mente, e ele sentiu uma gota de algo respingar em seu nariz. Certificou do que era, e percebeu que era sangue. 

…. 

-Vai, Sheron! Puxe a corda! Puxe! – Ordenava Kate para mim.

-Não, eu não posso fazer isso!

E então dei a corda para Kate, que não hesitou, puxou a corda.

E o balde despejou algo.

… 

Tony, no entanto olhou para cima, e viu um objeto que parecia um balde. Ele então levantou do trono, e tentou chamar a atenção das pessoas, mas a musica estava alta. E naquele súbito momento, o balde despejou o que nele contia.

Sophie no entanto, demorou a perceber mas quando percebeu, estava encharcada com uma coisa morna, e então ouviu uma pessoa dizer.

Meu Deus! É sangue!

Em seguida o balde que derramou o sangue, cai. Tony, age mais rapido e tira Sophie da linda de queda. E então o balde cai em sua cabeça, a batida foi forte, tremenda que ele caiu de olhos abertos. Sophie, paralisada, olhou para o corpo do amado, e então, deixou o buquê cair no chão encharcado, sua pupila dilatou.

As pessoas começaram a rir, uma seguida da outra. Ao lado de fora, Kate e sua trupe, também começaram a rir. E eu não suportei aquela cena. E corri, corri o mais rápido que pude, para longe dali.

Estão rindo de mim novamente, estão rindo de mim!

Pensou.

E uma segunda risada se juntou com as primeiras, e depois outra e outra. E em seguida veio a terrível sensação de ódio e   desespero, que invadiu o seu peito freneticamente, ela só pensava em sair dali, em correr, sair da luz e entregar-se a escuridão. Mas seria difícil correr no melado de sangue. Naquele instante os professores foram ver se Tony, estava bem, mas a essa altura já podia se fazer mais nada.

Jean, se aproximou de de Sophie.

-Sophie, deixa eu te ajudar.

-Estão rindo de mim!

E então ela contra-atacou.

Eliminar

Jane, voou longe, contra a parede e caiu de bruços no chão, todos sessaram as risadas. E então Sophie correu, correu pela multidão  e uma pessoa colocou o pé na frente, Sophie tropeçou, começou a se rastejar, ficou de quatro e conseguiu se levantar. Olhou para todos que a fitaram.

Eliminar.

As portas se fecharam abruptamente, e os fechos foram arrancados, juntos, sozinhos, ouviu-se pessoas gritando desesperadas, e aquilo se formou em música, uma doce musica para Sophie. 

Algumas pessoas começaram a tentar abrir as portas, mas estavam emperradas, e então Sophie percebeu o seu poder.

Poder!

E avistou alguns fugindo pela tubulação.

Eliminar, Fogo e Aguá.

Começava a chover dentro do ginásio  E todos se afastaram das portas. Sophie sorriu. A secretaria da escola, foi até ao palco e pegou no microfone.

Sophie percebeu, e lembrou que aquela era a mulher que fez uma piada irônica no dia de sua primeira menstruação.

E então, Eliminar.

A mulher ficou dura, começou a levar um choque tremendo, horrendo, o cabelo ficou em pé, a boca abriu como de um peixe. Foi engraçado, Sophie achou.

Eliminar

Sophie eliminou todos o seu ódio:  as luzes estouraram, o fio eléctrico bateu em uma poça de aguá  por todo o ginásio  Houve uma explosão, saíram faíscas, e todos que estavam no chão molhado levaram choques, alguns voaram longe, outros se estabacaram no chão. Estavam todos mortos.

Eliminar

As portas explodiram, e Sophie saiu do ginásio. Levantando carros para cima, fazendo com que eles se amassassem e caíssem novamente. Mas ao longe, Sophie avistou Kate, André, Ana, Gabriela, Carou e mais alguns outros.

Eliminar.

O carro amassado se levantou no ar, e foi jogado para cima deles, que … Deus do céu, não foi possível reconhecer os corpos.

Ás, 0h43 a situação no ginásio era crítica. Uma explosão ensurdecedora  tomou conta, levando o ginásio à ruína  Sophie ainda insatisfeita foi para casa, matar a mãe.

Quando chegou em casa, Sophie ,no entanto, se sentiu suja, foi até a banheira tirar de seu corpo aquele cheiro nojento. Mergulhou na água, que antes era cristalina, com os olhos fechados. E lá ficou. Mas os abriu depois que percebeu que alguém a sufocava.

-Você é suja, Sophie!

Arquejava Mara.

Sophie se contorcera, começara a ficar sem ar, mas lembrou que tinha poder, olhou para a mãe, piscou os olhos duas vezes, e a mulher foi arremessada para a outra parede. Sophie aproveitou e levantou-se da banheira. Olhou para o chão e viu uma faca. Que provavelmente Mara trouxera. Sophie não hesitou, percebeu que a mãe se levantara, e então.

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A faca flutuou e encontrou o cranio de Mara. A lamina atravessou a cabeça, e o corpo ficou pendurado, e a mulher de olhos abertos. Sophie respirou aliviada. E deitou-se novamente na banheira. E dessa vez, ela não iria voltar a respirar.

E foi ai, que eu cheguei. Mas já era tarde, Sophie estava desacordada, tirei-a da banheira, coloquei-a no corredor e tentei fazer respiração boca-boca. Ela voltou por um instante, e puxou o meu cabelo, até seus lábios e disse.

-Conte o que houve aqui, era uma vez um sonho de felicidade.

E me largou, a menina apagou. Seu coração parou de bater. Ouvi sirenes.

HOSPITAL DE NORTE SULIVAN / CERTIDÃO DE ÓBITO
NOME: SOPHIE CARLOTTE BROWN 14 ANOS
ENDEREÇO: AV. CALIE – NOVA JERSEY – EUA 023548
SALA DE EMERGENCIA: NÃO

AMBULÂNCIA: Nº13
TRATAMENTO MINISTRADO: NENHUM

M.P.X: SIM
DATA E HORA DO ÓBITO: 15 DE DEZEMBRO DE 1995 – 01H04(APROX)
CAUSA DA MORTE: HEMORRAGIA, CHOQUE, OCLUSÃO TROMBOSE CRONÁRIA.
PESSOA QUE IDENTIFICOU O CORPO: SHERON ODONELL
PARENTE PRÓXIMO: NENHUM
CORPO A SER ENTREGUE: ESTADO DE NOVA JERSEY.
MEDICO DE PLANTÃO: JHONNATAN CARNEIRO M.D
PATOLOGISTA: FM

Mas quando me aproximei, encontrei pintado na lapide a sangue fresco, no bangalô dos Brown: Respondi tudo o que os policiais perguntaram, contei sobre Sophie, e o que ela me dissera antes de morrer. Mas é claro, me acharam louca, mas também concordei com eles, fiquei paranóica, tenho pesadelos todas as noites, não tenho uma noite de paz. Acho que pago pelos pecados das pessoas que fizeram mau para Sophie, e eu entendo, eu fiz parte disso. A noite do baile entrou para historia. A escola fechou. E foi montado um memorial para todos os alunos mortos naquela catástrofe  E eu fui a única que saiu viva. Hoje, passo os dias da minha vida em um manicômio  o espirito de Sophie não me perturba la dentro. Mas às vezes, mesmo sabendo do perigo, visito o seu túmulo. Os seguranças sempre ficam a 10 metros longe de mim, deixando eu prosseguir sozinha até o túmulo de Sophie. Eles não ousariam a chegar mais perto.

SOPHIE BROWN ARDE POR SEUS PECADOS

DEUS, NÃO FALHA! 

E, de repente, os braços de Sophie erguem da terra.

PRÓXIMO SÁBADO NO CLUBE DO MEDO:

PERIGO INTERNO

Frederico e Angelina estão casados a um bom tempo, mas essa relação nunca deu certo para nenhum dos dois. Em 1930, eles eram apenas mais um casal afetado pela Grande Depressão e são obrigados a se tornar ladrões para sobreviver. A vida do crime vai servir para estabelecer uma cumplicidade entre os dois, mas o demônio cerca aqueles que pecam e Angelina, com todos os seus erros do passado, pagará. A vida dela estará nas mãos de Fred, porém o perigo interno não vai facilitar para ela!

Um conto sobre possessão…

do mesmo autor de Medo da Verdade, As Nordestinas e Caminhos Singelos

João Paulo Alves

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