Saramandaia: Quando o que é bom, poderia ser melhor!

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    A estreia da novela das 11 da Globo prometia agitar o nosso atual padrão de produzir novelas. Teríamos uma novela completamente ficcional, fantasiosa, e com uma qualidade nunca antes vista na TV brasileira em maquiagem e computação gráfica, texto ágil devido ao baixo numero de capítulos, e alta criatividade proporcionada pelo tema de realismo fantástico. Mas o que se viu até agora foi um show de interpretações, cenários (principalmente a cidade cenográfica virtual), maquiagem (Dona Redonda está estupenda), e computação gráfica. Mas a montagem e o texto do autor Ricardo Linhares vem deixando a desejar.

    A trama sofre gravemente de falta de ritmo, se arrasta em muitos momentos e não consegue plantar no publico vontade de voltar no capitulo seguinte. Ganchos? O autor parece desconhecer, nos capítulos até então exibidos vimos muitos momentos que poderiam servir de ganchos para o próximo capitulo simplesmente se perderem em maio a outras tantas cenas.

   Momentos importantes da trama como a transformação do Lobisomem e a exibição das asas do João Gibão vêm se arrastando desnecessariamente, afinal, diferente da primeira exibição isso não é mais segredo pra ninguém. E se fossem usadas nos primeiros capítulos talvez tivessem aguçado a atenção do publico e a trama reagisse melhor no ibope.

    Agora é torcer pra que o texto da novela melhore, porque a novela está boa, mas poderia estar melhor.

Everton Pereira

Gabriel Braga Nunes será lobisomem em tempo integral em Saramadaia

Na primeira versão de Saramandaia, produzida e levada ao ar em 1976, os recursos eram muito menores que o de atualmente, o que prejudicava muito, a produção do personagem do Ary Fontoura, onde ele só se transformava em Lobisomem de vez em quando, pois segundo a coluna de Flavio Ricco, dava um trabalho danado montar o personagem, pois os efeitos especial e a maquiagem eram muito precários.

A expectativa é de que o Gabriel Braga Nunes irá trabalhar muito no papel do lobisomem, pois o momento é outro totalmente diferente, temos recursos mais modernos, efeitos especial incomparáveis com o da época da primeira versão, e muitos outros fatores que contribuirá para a formação de um personagem “quase” perfeito para Nunes.

Daniel Durães

Juliana Paes não vê problemas em ficar nua na TV

Atriz da vida a Gabriela na nova novela da Globo

  Quem está acompanhando os primeiros capítulos da Novela “Gabriela”, da Rede Globo,  já notou que a atriz Juliana Paes tem muitas cenas ousadas e de nudez.A naturalidade em que a atriz surge em cenas sensuais tem surpreendido até ela mesma, que não vê problemas em ficar pelada na TV.

“Assistir às cenas é mais difícil do que fazê-las. Quando entro no estúdio, parece que não sou eu, baixa uma coisa em mim”, disse Juliana em entrevista à revista “Contigo”.

A atriz frisou ainda que o mais difícil não é a nudez e sim ter que ficar longe de seu filho Pedro, de apenas 1 ano.. “Há dias em que só vejo Pedro quando ele já está dormindo, ao chegar em casa à noite”, revelou ela. Quando Juliana estava na Bahia gravando a novela, a saudade foi tão grande que ela pediu para buscarem o seu filho no rio de Janeiro.

A atriz mostrou não se importar com as críticas: “Numa boa? Acho que todo mundo tem o direito de achar o que quiser. Quero fazer meu papel bem feitinho e, quem sabe, surpreender as pessoas que criticaram a minha escolha”.

Mas ao que tudo indica Juliana não deve sofrer com as criticas negativas, afinal, esta muito convincente no papel da retirante docemente sensual. E Sônia Braga a primeira Gabriela já disse ter aprovado a interpretação da atriz.

Com informações do site NaTelinha.

A ingênua sensualidade de Gabriela retorna à TV no centenário de Jorge Amado

A ingênua sensualidade de Gabriela, uma das mais sedutoras mulheres nascidas da imaginação do escritor Jorge Amado, retorna à televisão brasileira, que se une desse modo à comemoração do centenário de seu criador, falecido em 2001.

“Gabriela cheira a amor, Gabriela tem cor de canela”, declarou há 15 anos o escritor, nascido no dia 10 de agosto de 1912, sobre a personagem principal de um dos mais bem-sucedidos de seus 36 livros, editado em 1958 e traduzido para 35 idiomas.

A história de “Gabriela, Cravo e Canela” transcorre na década de 1920 em Ilhéus, uma pequena cidade do sul do estado da Bahia, e se situa no meio dos tempos dourados que essa região viveu quando chegou a ser uma das grandes produtoras de cacau do mundo.

Amado recria a chegada da ferrovia à cidade através da prosperidade nascida do cacau, que leva negócios, bancos e até bordéis a florescer, e mostra a cara mais corrupta, ambiciosa e insensível dos coronéis da região.

Nesse universo surge Gabriela, uma jovem que chega vinda da miséria profunda do campo, buscando trabalho como empregada doméstica ou cozinheira, uma arte que conhece como poucas, figura sempre presente na prolífica literatura de Amado, que durante sua própria vida fez da boa mesa um culto.

Nacib, um sessentão de origem síria que a contrata como garçonete, depois como cozinheira de seu bar “Vesúvio”, se transforma em seu amante e depois em seu marido, embora o casamento acabe quando ele descobre que Gabriela o trai com outro homem.

A traição escandaliza a pacata Ilhéus, mas não impede que Nacib desafie a moral da época para voltar a ser amante de Gabriela.

A tórrida paixão de Gabriela e Nacib foi levada à televisão em 1960 e em 1975, mas nenhuma dessas versões teve o impacto do filme dirigido por Bruno Barreto e protagonizado por Sônia Braga e Marcello Mastroianni em 1983.

Aos 59 anos, o intérprete dos delírios cinematográficos de Federico Fellini, se entregou ao realismo mágico de Jorge Amado e deu vida junto a Sônia Braga a um dos casais mais amorosos do cinema.

A versão para TV, que estreia nesta segunda-feira na Globo, coloca Juliana Paes na pele de Gabriela. A escolha da atriz para o papel foi posta em xeque por parte da crítica, porque apesar de ela ter a mesma cor de pele da personagem, não tem seus 20 anos.

No papel de Nacib estará Humberto Martins, ator de 51 anos com longa trajetória na televisão, e em alguns dos papéis secundários aparecerão velhas figuras ilustres da dramaturgia brasileira, como Antônio Fagundes e José Wilker.

Fagundes é parte da história das telenovelas e protagonizou alguns dos grandes sucessos mundiais de Globo, como “O Rei do Gado” (1996) e “Dancin”Days” (1978).

Wilker também se tornou famoso em dramalhões, como “Roque Santeiro” (1985), mas conseguiu projeção internacional em seu papel de Vadinho, o marido que volta da morte para atormentar Sônia Braga em “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), outro filme de Bruno Barreto baseado na obra de Jorge Amado.

Na telenovela que começa nesta segunda-feira na Globo estreará, além disso, como atriz a famosa cantora Ivete Sangalo, que fará o papel de Maria Machadão, dona do bordel Bataclan, lugar de encontro dos políticos mais influentes do sul da Bahia na década de 20.

A telenovela terá 76 capítulos, com um custo de produção médio de R$ 400 mil cada um, e será rodada quase na totalidade em cenários que reproduzem a Ilhéus daquela época, construídos no Projac, no Rio de Janeiro.

Com informações do site Terra