Caminhos Singelos | Capítulo 34 [PENÚLTIMO CAPÍTULO]

João Pessoa – Hospital Santa Luzia – Quarto de Marina

Thiago entrou no quarto e se deparou com Clarisse pressionando um travesseiro contra o rosto de Marina, tentando matá-la.

Thiago – Clarisse, para com isso!

Clarisse olhou para traz e soltou o travesseiro.

Clarisse – O que você tá fazendo aqui? Não era pra você estar aqui. Era para você vê-la morta.

Thiago – Você tá louca? Eu a amo.

Clarisse – Então me coloca na cadeia logo e viva com ela o seu “felizes para sempre”.

Thiago – Eu não vou te colocar na cadeia por que você é a mãe do meu filho, mas você vai me acompanhar para um lugar.

Thiago a pegou pelo braço e saiu arrastando-a para seu carro.

 

João Pessoa – Escola Machado de Assis

Otávio fora alegre à escola, na esperança de encontrar Maysa, porém não a encontrou em nenhum lugar, não estava, no pátio, nem na sala de aula. Resolver esperar para ver se ela chegaria, mas passaram-se todas as aulas antes do recreio e ela não fora.

Otávio (PENSANDO) – Já sei, vou à diretoria.

Dito e feito, ele fora conversar com a diretora.

Diretora – Olá, Otávio.

Otávio – Eu queria saber por que a Maysa não veio hoje,

Diretora – Você não soube? A mãe dela a tirou da escola.

Otávio – O quê?

Diretora – Isso mesmo, ela já pediu transferência, falta só o documento sair.

Otávio – Não pode ser. Isso não pode ser!

 

João Pessoa – Hospital Santa Luzia – Recepção

Andressa chegara ao hospital sozinha e se espantara ao ver que Thiago e Clarisse não estava lá. Ela se direciona para a recepção.

Andressa – Moça, você sabe onde está o casal que esperava aqui pela paciente Marina Lima e Silva?

Recepcionista – Eles acabaram de sair.

Andressa – Que estranho…

Ela voltara para a espera e permanecera sentada até sua mãe chegar ao local.

Creusa – Onde está minha filha?

Andressa – Bom dia.

Creusa – Bom, as onde está minha filha?

Andressa – Ela tá bem, eu é que to mau.

Creusa – Você tá aí, vivinha.

Andressa – Por dentro eu não to. To muito é morta.

Creusa – Sem dramas pro meu lado.

Andressa – Me perdoa, mãe. Me perdoa se eu fiz algo errado, mas foi o caminho que eu achei para mim.

Creusa – Eu não consigo te perdoar. Não sei se conseguiria carregar esse peso, essa vergonha, essa desgraça.

Andressa – Não é nenhuma desgraça, eu tenho um trabalho digno como qualquer outro, tenho uma empresa, eu produzo filmes adultos, vendo-os e me sustento. Não to fazendo nada ilegal.

Creusa – Tantas áreas… você é tão inteligente…

Andressa – Mãe, sabe quanto eu recebo por mês?

Creusa – Quanto?

Andressa – 5 dígitos.

Creusa arregalou os olhos.

 

João Pessoa – Clínica Santa Clara

Thiago levara Clarisse para um clinica psiquiátrica numa área um pouco afastada da cidade.

Clarisse – Você vai me internar? Numa clínica para loucos?

Thiago – Qualquer pessoa que tente matar um ser humano só tem duas saídas: a prisão ou o tratamento.

Clarisse – Não me deixe sozinha aqui, eu prometo que paro com isso, eu prometo.

Thiago – Parar de quê? De matar? Eu não vou deixar meu filho ser criado por uma desequilibrada.

Clarisse – Não me deixe aqui, Thiago, por favor! NÃO ME DEIXE!

Os enfermeiros viram a agitação de Clarisse e começaram a levá-la a força. Uma médica foi falar com Thiago.

Médica – Você tem certeza que deseja fazer isso?

Thiago – Infelizmente, tenho.

Médica – Você deve saber que se for constatado que ela não possui nenhum transtorno ou desvio nós a daremos alta.

Thiago – Eu tenho consciência disso.

Médica – Então, passar bem.

 

Recife – Trabalho de Marcelo

Marcelo fazia alguns balanços financeiros quando seu celular tocou, era um número desconhecido, porém o DDD era de João Pessoa e ele já imaginava quem era.

Marcelo – Alô?

Clarisse (Desesperada) – Marcelo? Por favor, me ajude.

Marcelo – O que aconteceu?

Clarisse – Foi o Thiago, ele me internou numa clínica para loucos.

Marcelo – O que você aprontou dessa vez?

Clarisse – Venha aqui, por favor, me ajude.

Marcelo – Está bem, eu já estou a caminho. Mas qual é o nome daí?

Clarisse – Clínica Santa Clara. Venha logo, por favor!

 

João Pessoa – Escola Machado de Assis

Otávio saíra da aula, desanimado, fora para o pátio frontal e se encolhera em um canto qualquer, a espera de sua tia Carolina.

Maysa – Otávio?

Otávio – Maysa?

Maysa – Não tá feliz em me ver?

Otávio – Mas a diretora disse que você vai sair da escola.

Maysa – Eu ia sair, só que eu falei com meu pai e ele conversou com a minha mãe, aí eu não vou sair mais.

Otávio – E o que você veio fazer aqui?

Maysa – Minha mãe vai dizer a diretora que eu vou ficar e eu aproveitei para te ver.

Otávio – Ah, você lembra de ontem?

Maysa – Claro, a briga, a confusão…

Otávio – Não, antes disso!

Maysa – O quê?

Otávio – Você ia dizer alguma coisa, antes do Paulo atrapalhar.

Maysa – Ah, sim. Eu não sei como dizer.

Otávio – São só três palavras.

Maysa – Eu fiquei confusa depois do que o Paulo disse.

Otávio – E quem você vai escolher?

Antes que Maysa pudesse responder Carolina foi ao encontro deles.

Carolina – Vamos, Tavinho. A gente ainda tem que passar em outro lugar.

Otávio – Tá bom. Tchau, Maysa.

Maysa – Tchau, Otávio.

Ela colocou uma mecha do cabelo para trás da orelha enquanto observava Otávio partir.

 

João Pessoa – Hospital Santa Luzia

Andressa estava sentada no sofá com sua mãe quando pegou na mão dela e se levantou.

Creusa – O que há?

Andressa – Eu preciso te apresentar uma pessoa.

Creusa – Quem?

Andressa – Apenas venha.

Ela a levou para onde Thiago estava.

Andressa – Thiago, essa a minha mãe, Creusa.

Thiago – Prazer em conhecê-la, Dona Creusa.

Andressa – Mãe, esse é o namorado da Marina.

Creusa – Então esse é o famoso?! Encantada.

Eles conversaram mais uma coisa e então Carolina chegou com Otávio.

Carolina – Oi, gente.

Thiago – Oi, Carol. E aí, Filhão?

Carolina – Cadê a Clarisse?

Thiago – Andressa, você olha o Tavinho pra mim conversar com a Carol um instante?

Andressa – Claro.

Os dois se afastaram um pouco de grupo e Thiago respirou fundo para explicar a situação à Carolina.

Carolina – Vamos, Thiago, diz logo o que está acontecendo.

Thiago – É sobre a sua irmã.

Carolina – E o que há com ela?

Thiago – Está internada em um clinica psiquiátrica.

Carolina – Você colocou minha irmã num hospício?

Thiago – Não, uma clinica psiquiátrica é diferente.

Carolina – Minha irmã é muito sã, não sei por que você fez isso, mas não deveria tê-lo feito sem me consultar.

Thiago – Acho melhor você procurá-la.

Carolina – É exatamente isso que irei fazer, onde ela está?

Thiago – Clínica Santa Clara.

Carolina – Perto dos jardins?

Thiago – Sim.

Carolina – Eu já passei por lá algumas vezes.

 

João Pessoa – Clínica Santa Clara – Recepção

Marcelo chegara a clínica e fora a recepção.

Marcelo – Boa tarde, eu gostaria de falar com a paciente Clarisse Albuquerque de Oliveira.

Recepcionista – Ela está no quarto, quer que a chame?

Marcelo – Não precisa, só me diz onde fica?

Recepcionista – Claro, saindo por aquela porta você vai atravessar um jardim e encontrar um chalé. Ela está no quarto Flor Cigana.

Marcelo – Obrigado.

Marcelo seguiu todas as instruções da recepcionista e se direcionou ao quarto de Clarisse. Ele bateu a porta e uma voz vinda de dentro permitiu sua entrada.

Clarisse – Ainda bem que veio.

Marcelo – Eu preferiria te reencontrar em outras circunstancias.

Clarisse – Me tira daqui, eu não to maluca.

Marcelo – Por que ele tentou te internar aqui?

Clarisse – Isso não importa, mas me ajude a fugir e a gente pode fazer uma longa viagem, dar uns amassos por esse Brasil…

Marcelo – Corta essa, Clarisse, nossa relação era carnal, nunca passou disso. Sexo!

Clarisse – Sexo é muito pouco, é sexo bom demais.

Marcelo – Eu não vou te ajudar a fugir.

Clarisse – O quê? Você também vai me virar as costas?

Marcelo – Eu não to te virando as costas. Mas não vou te tirar daqui.

Clarisse – Então vá embora. Some daqui!

 

João Pessoa – Clínica Santa Clara – Recepção

Carolina chegou a clínica extasiada e se dirigiu direto a recepcionista.

Carolina – Eu quero falar com Clarisse Albuquerque.

Recepcionista – Outra pessoa?

Carolina – Tem alguém com ela?

Recepcionista – Sim, um homem.

Carolina – Ah, deve ser o meu irmão. Pode me dizer onde eles estão?

Recepcionista – Sim, passando da porta, é só cruzar o jardim e entrar no chalé. O nome do quarto é Flor Cigana.

Carolina – Obrigada.

Carolina fez tudo que a moça dissera, mas ao chegar na porta do quarto percebeu que ela estava entreaberta e viu que não era Rodrigo quem estava lá. O homem caminhava em direção à saída, Carol se encostou a um canto da parede.

Marcelo – Quem é você?

Carolina – A irmã da Clarisse, eu tava só esperando você sair pra ir falar com ela.

Marcelo – Clarisse nunca me falou que tinha uma irmã tão bonita.

Carolina Ela também não me contou o pedaço de mal… aliás… a BR-16 de mal caminho que era o amante dela.

Marcelo – BR-16?

Carolina – Me beija logo.

Sem pensar duas vezes, Marcelo a beijou ali mesmo.

 

Plano Celestial

Pedro sentara-se nos jardins para pensar, mas nem teve tempo para o fazê-lo, pois logo Miguel interrompeu seus pensamentos.

Miguel – Refletindo?

Pedro – Lamentando definiria melhor.

Miguel – Marina é o nome do langor?

Pedro – Sim, ela vai sobreviver?

Miguel – Cabe a você decidir.

Pedro – Como assim?

Miguel – É a sua missão, Pedro. Chegou a hora de decidir: Quer que Marina sobreviva e teça uma história de amor ao lado de Thiago ou prefere reencontrá-la aqui e poder cuidar dela você mesmo?

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